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Tropa de choque da PM de São Paulo arrasa o acampamento Olga Benário
Milicos truculentos da Tropa de Choque da Polícia Militar do Governador Serra(PSDB)de SP promovem violenta reintegração de posse,destruindo as casas e barracos dos moradores no Capão Redondo.
Central de Notícias, Jornal da Tarde | 25-8-2009 a las 0:39 | 611 lecturas
www.kaosenlared.net/noticia/tropa-choque-da-pm-so-paulo-arrasa-acampamento-olga-benario
Tropa de choque da PM de São Paulo arrasa o acampamento Olga Benário

SÃO PAULO - Cerca de duas mil pessoas que moram no acampamento Olga Benário, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, estão sendo despejados violentamente na manhã desta segunda-feira, 24, por policias militares e da Tropa de Choque do governador José Serra do PSDB

Os moradores, que fazem parte da Frente de Luta por Moradia, estão no terreno pertencente à Viação Campo Limpo desde 2007. A reintegração de posse, que estava marcada para as 6 horas desta segunda-feira, 24.

Os moradores bloquearam ruas e atearam fogo em alguns dos barracos como forma de protesto contra o despejo. Equipes do corpo de bombeiros estão no local.

Energia 

Segundo a Eletropaulo, a luz foi desligada no entorno da favela, por medida de segurança, para evitar que o fogo colocado nas ruas e nos barracos atinja a fiação da rede elétrica e provoque alguma explosão.

Segundo a PM, mais de 200 policiais do batalhão de choque chegaram ao local às 5h desta segunda-feira. 

Duas equipes do Corpo de Bombeiros trabalham no local para combater focos de incêndio que atingem casas da ocupação, são barracos e construções de alvenaria. Os moradores também atearam fogo em barricadas construídas para impedir o acesso da PM. 

Segundo informações do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), os moradores temem que suas casas fossem destruídas durante o despejo. Tratores e uma retroescavadeira estão no destruindo as construções. 

O movimento informa que mais de 570 famílias moravam na ocupação, que começou em 2007. Em nota, informou que as famílias pretendem realizar uma ocupação em praça pública após a reintegração, móveis e pertences ocupam os arredores do terreno. 

Os moradores reivindicam atendimento emergencial pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).

 
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