Hoje o parlamentinho certificou um consenso ideal por volta das boas intençons sobre a fusom das caixas, umha nova cenificaçom da galeguidade impotente que se invoca nas instituiçons para se desmentir nas empresas. Ainda sem se dirimir a existência dumha “caixa galega”, resgatamos para leitores e leitoras umha notícia deste portal, riscada de “catastrofista”. Publicou-se no mês de agosto, quando a desgaleguizaçom das caixas semelhava remota. Acompanhamo-la também do fragmento do texto de análise “A defesa da Terra e a dialéctica do progresso”, que publicámos de maneira fragmentária no seu dia. O autonomismo em todas as suas versons, mais desacreditado que nunca.
Em 17 de agosto de 2009, galizalivre escrevia:
“Os rumores sobre a operaçom de Caja Madrid continuam, enquanto os máximos responsáveis do PP na Galiza se negam a rejeitar abertamente a tentativa de absorçom. Núñez Feijoo limitou-se a afirmar que “nom aceita nem calendários nem pressons externas”, manifestando que a decisom sobre a fusom depende das instáncias galegas dos  partidos e das caixas. Desta maneira, a um tempo que semelha combater a possível absorçom das caixas galegas, tampouco se atreve a negar de maneira rotunda as operaçons expansionistas dos seus colegas madrilenos.
Porém, mesmo das fileiras espanholistas, a possibilidade da fusom é questionada. O PSOE negou talhantemente essa possibilidade e criticou a pouca clareza da fusom. Inclusive afamados intelectuais do nacionalismo espanhol, como Roberto Blanco Valdés, criticárom esta operaçom como “tentativa desgaleguizadora”. Diz o opinólogo que “Caixa Nova e Caixa Galicia procurarám o melhor para as entidades que dirigem: quer dizer, para os seus depositantes e trabalhadores e, em fim, para o país. E com a certeza, de que, se for preciso, as autoridades políticas galegas nom poderiam mais que impedir qualquer fusom.”
Um ensombrecimento grave para as perspectivas autonomistas, que insuflam um ar viciado aos três partidos institucionais. Assi se dizia (antes de ter-se notícia da polémica das caixas) no artigo “A defesa da Terra e a dialéctica do progresso”.