Entendemos que a violência machista, longe de ser um problema conjuntural, trata-se de um problema global e diário das mulheres. Como tal, nom desaparecerá com políticas de ONG, concentraçons de autoconsumo ou dias dedicados a pôr um laço violeta. Posicionamo-nos em contra destas concentraçons institucionais e manipuladas polo poder. A luita feminista é a que se fai todos os dias, cada mulher no ámbito que escolha, e nom a luita de laço e consignismo.
As mulheres da AMI queremos chamar à reflexom colectiva sobre a violência que se exerce sobre nós. Hoje, mais do que nunca, parez que a violência simbólica e aquela que menos se vê nom tem importáncia ou ficou erradicada. Como mulheres que militamos numha organizaçom mixta e como mulheres que vivem no seio da sociedade, sabemos que as agressons som diárias e muito variadas. Desde o ámbito afectivo, no sexual, no militante... temos muito por combater. Se o fazemos, a nossa luita será escandalosa e tildada de " tola". Mas que nos importa se o que temos que lograr é a nossa liberdade como mulheres?
Por isso neste 25 de Novembro queremos fazer um chamamento a que ningumha mulher esqueça todos os tipos de violência aos que está submetida no seu dia a dia por ser, simplesmente, mulher. Combate-los, se nos organizamos, é possível. Em organizaçons mixtas ou nom, desde a raiva, a acçom e a rua.
Machismo fora das nossas vidas!