Então, não só a cultura, mas diversas áreas senão todas são consideradas abrigos desse novo conceito hegemônico.
A ministra Ana de Hollanda não é exatamente limitada. Quando ela falou da valorização do criador e do respeito a tratados internacionais de direitos autorais, antes mesmo de sua posse, Ana falava de um relógio universal movido pela mais valia do direito autoral. Portanto, seu objetivo já foi desenhado há muitos anos e a origem e finalidade desse projeto em escala planetária estavam, no Brasil, a cargo de seu grupo.
A pergunta é: onde estava Ana de Hollanda antes de assumir a pasta da cultura?
Quais os interesses que ela tem na ACTA para entregar o Brasil e gerações futuras nas mãos de interesses americanos? Por que o nosso pudor em perguntar sobre isso?
O jornal O Globo tem dado sistemático apoio à fábula da economia criativa, ao passo que vem apoiando a regulação da internet. Mas é bom lembrar que a fórmula da ACTA, assim como a da economia criativa, permitirá que se cobre simultaneamente de toda a produção física e virtual, mas sobretudo a simbólica. Isso significa que no futuro o funcionamento de todos os espaços das atividades nacionais, sejam econômicos ou educacionais, serão carimbados pela nova agenda global da heterogeneidade criadora.
Na verdade, a origem e a finalidade da tal economia criativa que não obedecem a nenhum padrão produtivo, seguem como um subsistema do financeirismo global. Na busca de sua lógica, a palavra cultura é mencionada, mas na realidade o que se busca é uma racionalidade única atribuindo a todas as atividades econômicas do mundo cotidiano uma razão que justifique cobrança de direitos autorais numa suposta criação.
Não é preciso refletir tanto para ver esse jogo contraditório de Ana de Hollanda que cria uma verdadeira oposição a milhões de criadores. As normas reguladoras da tal economia criativa em qualquer atividade econômica é o aprofundamento de um roubo globalizado que pretende arrecadar sobre idéias de uma tribo, de um povo, de uma nação, até que esta relação se torne tão profunda que toda a econômica do planeta passe a incorporar o direito autoral de forma natural dentro do conjunto do sistema produtivo.
Ana, na verdade é testa de ferro das novas regras de produção e consumo tendo como inspiração uma idéia generalizada de economia criativa para justificar que essa inspiração criadora que está em qualquer idéia, tem que ser remunerada a partir do que ela classificou em sua primeira exibição de pé de chumbo como um tratado internacional.
A realidade é que Ana está com uma bomba da ACTA disfarçada de economia criativa que está prestes a explodir no Brasil e nos trará danos incalculáveis.
Vídeo:La Quadrature du Net - NO to ACTA (full version) (Español)
quesesepa23
